Pesquisar este blog

quarta-feira, 17 de outubro de 2018


CAPÍTULO QUATORZE

 
DE VOLTA AO BRASIL – GAZETA

Um dia, em New York, recebemos um telefonema do Brasil. Era de Jairo Maia dizendo que a Gazeta (Aurelice Aguiar) queria falar comigo. Ao telefone Aurê disse: Não vai voltar? Eu disse que poderia....mas não queria, mas que iria pensar

Ao mesmo tempo, Rose de Freitas liga para Monica. Ela estava se lançando candidata ao Governo do Estado e queria que Monica viesse ao Brasil ajuda-la na campanha. Juntou o útil ao agradável. Voltamos, sendo que os filhos continuaram estudando lá, junto com os avós e tias.

 
METROPOLE E AS RADIOS DE PAULO GAVA

Chegando fui para a Metrópole FM. A Gazeta havia arrendado de Ferraço (pai) a antiga Cidade. Enquanto isso, com Aurê e Cafe no comando, se negociava a vinda das rádios de Paulo Gava para o Sistema Gazeta. Essas rádios eram aquelas que coube a Paulo Gava, da sociedade que ele tinha com Pedro Ceolin. Eram a Antena 1, Litoral e depois a CBN.

Na Metrópole fizemos um bom trabalho. Tinha uma equipe de primeira linha, Wolney Rocha, Luizão Silva, Ted Conti, Juninho Megahertz, Patrícia Valim e Simone Devens. Alexandre, meu primo tinha acabado de sair da programação musical e entrando Fernanda Queiroz.

A radio ja estava “pegando” entre os ouvintes classe AB, quando Ferraço recebe proposta dos adventistas para adquirir a emissora. Então ele oferece a Gazeta, que não compra, não houve acordo. Então ela é vendida para os adventistas. Era para abrigar a Novo Tempo FM. E lá se foi o projeto Metrópole de água abaixo.

Na Gazeta, chegavam as rádios de Paulo Gava. Com elas, alguns funcionários, incorporados á Gazeta, dentre eles, Ricardo Garcia, um dos melhores profissionais que eu vi trabalhando. Era editor, dos bons. Nessa fase outro editor fenomenal passou pela Gazeta também, André Monjardim. Ambos dispõe de meus respeitos profissionais.

 
CBN E LITORAL

Nesta fase, cuidamos do primeiro lugar da AM, ajudamos a montar a CBN e ajudamos também a montar a nova equipe da Litoral. A Antena 1 não dava trabalho, pois era apenas um receptor de satélite na área técnica da Gazeta. O comando era de Paulo Canno, profissional dos mais notáveis

Um nome que me impressionava pela sua aptidão técnica, era Carlos Benfica, o Carlinhos Gambi.  Elemento de bom caráter, autodidata, atencioso e competente. Gostava demais de trabalhar com ele.

 
AURELICE AGUIAR LINDEMBERG

Compartilhamos com as atividades de Aurelice Aguiar á frente das rádios, como vimos também seu afastamento da empresa. Foram momentos tensos.

Continuamos na Gazeta ate por volta de 2000. Ai entra meu segundo lapso na carreira profissional. Aceitei um convite para voltar a Tropical FM

Deixei a Gazeta inclusive a contragosto de Jairo Maia.  Sabia que a emissora, mesmo sem a minha presença, continuaria em primeiro lugar no Ibope. A estrutura que ajudamos a construir era sólida. Sabia tambem que se Jairo saisse de lá, a radio não seria mais a mesma, como não está sendo hoje. Não trataram Jairo Maia com dignidade profissional como ele merecia. Foi a mágoa grande dele.

 
GAZETA AM E JOVEM PAN  (CASOS)

REGINALDO SILVA

Assim que voltei dos Estados Unidos, tive de “encarar” alguns fatos inusitados e preocupantes na Gazeta. Um deles, foi ter que demitir (á contragosto) Reginaldo Silva. Apesar de uma conversa triste, ele aceitou numa boa.

 
MÔNICA -  A “FUJONA”

A outra, foi um dia que Mônica Camilo sumiu. Ela, novinha de idade e de trabalho, era do quadro da “nova” Jovem Pan. Uma noite, ligaram para casa e disseram que Mônica não tinha ido trabalhar, que tinha sumido. Lá em casa todos se preocupam e eu também. Depois de muitas buscas soubemos que ela tinha ido passar a noite na casa de uma amiga recente. Desde daquela época Mônica ja “causava”
 
HECKEL LOUREIRO
Assim que voltei dos Estados Unidos em 1994, a gente da Gazeta, comparecia muito na casa de shows PlayMen em Santa Lucia, Vitoria. A gente ia curtir e apoiar Carlinhos Gambi. Comia pipoca e via as apresentações das meninas. A galera ja era conhecida por lá. O gerente ja mandava fazer pipoca de graça para gente. No Natal daquele ano, resolvemos retribuir a fidalguia da famosa casa. Pegamos o Herckel Loureiro, na época acima do peso, o vestimos de Papai Noel e la foi ele com um saco nas costas e fazendo o HO HO HO. Foi o maior sucesso! Hoje, regenerado, ele se refere a isso com “episodio bíblico”. Virou até atleta ciclista!
 

RECUSA
 
Saí da Gazeta duas vezes. Em ambas Café Lindemberg me solicitou que eu pensasse bem no que estava fazendo. Na primeira, argumentei que precisava ir com a família para os Estados Unidos, pois havia chance de trabalhar na na Voz da América. Ele ponderou que eu estava dando certo ali e que ele tinha planos para o futuro. Isso foi em 89. Mas fui assim mesmo.
 
Na segunda vez, achei que estava fazendo um grande negócio indo para a Tropical (segunda vez) e novamente Café e Aurê pediram para eu ponderar, ja que tinha chegado dos Estados Unidos e a Gazeta estava incorporando as rádios de Paulo Gava. Fui de novo.
 
Um dia procurei  Café (pessoa altamente educada e solícita) e falei que gostaria de voltar e que desta feita iria ficar de vez. Café sorriu, me qualificou e mesmo assim disse: “ a terceira não, Zé”. E eu não voltei!

CAPÍTULO QUINZE

 
TROPICAL – O RETORNO

Estava tranquilo na Gazeta quando um dia o telefone tocou. Do outro lado da linha Alexandre Theodoro. Convidava para um almoço. Dizia que a Tropical precisava de uma pessoa para geri-la artística e administrativamente. Que a família não permitia entregar a emissora a um estranho, mas que eu era o único que poderia faze-lo.

Talvez tomado de uma vaidade idiota, aceitei o convite. Sai da Gazeta e fui para a Tropical FM. Chegando lá encontrei boas e más pessoas. Não posso chama-los de profissionais. Minha trajetória foi rápida. A emissora era entregue para que um outro membro da família “tomasse conta” e eu não coadunava com suas atitudes.

 
O EPISODIO TONHO DOS COUROS

Rossini Macedo era um ilustre desconhecido. Acabara de chegar de Picuí na Paraíba e apareceu na Tropical com uma pilha de CDs nordestinos. Gostei de alguns. Ele queria um espaço na emissora pois dizia-se humorista.

Achei legal a ideia de coloca-lo no ar uma vez por semana, aos sábados, as 19 horas (horário e dia ingratos no radio). Rossini assumiu e com dois fins de semana já era sucesso. Com um mês já tinha audiência total

Era um piadista ousado. Ali já se constituía em um bom “stand up”. Fui aconselhado a afasta-lo do microfone, pois o que dizia no não batia com a FAESA, da qual a emissora pertence. A FAESA é uma entidade de ensino de alto conceito. A contragosto (meu e dele) tiramos Rossini do ar. Tivemos que entender a decisão.

 
O CASO DO QUADRO ROCKY

Como disse, não estava muito confortavelmente na emissora. Ali não tinha mais o espirito de radio que Antario Filho havia deixado. Estava tudo muito esquisito. Tirando um Nivaldo Passamai, Andressa Carvalho, Antario Neto, ficava difícil dialogar radio com os demais.

Uma vez, olhando para o quadro do Rocky “Persistência – a razão da vitória”, o retirei da parede, peguei uma garrafa de álcool e desci ate a garagem. Em um canto toquei fogo no quadro e disse em voz baixa: “ Amigo Antario, as coisas aqui já não são mais como a gente pensou um dia”

Fui convidado a sair com apenas oito meses de trabalho. Foi minha primeira derrota como profissional de radio. Logo por decisão de amadores de radio, só podia ser.

A Tropical galgou primeiros lugares de audiência muitas vezes, mas por força de um apelo popular contrario aos padrões normais de programação de rádio na época.
                               

 CAPÍTULO DEZESSEIS

 
FASE DE SÃO MATEUS E RADIO VITÓRIA

Mais uma vez fiquei uns tempos descansando. Um dia recebo uma ligação de Flavia Mignoni dizendo que Rui Baromeu queria se encontrar comigo.  Assunto: radio. Na realidade havia solicitado a ela. Fui ao seu encontro em um hotel de Camburí. Ele estava prefeito da cidade de São Mateus.

Ele tinha duas estações de radio lá, abrindo uma terceira além do canal de televisão. Mas o que estava em pauta na conversa era a filiação da Jovem Pan AM e FM naquela cidade. Como já tinha passado por uma situação semelhante na Gazeta, fui para a aquela cidade estruturar a instalação da FM JOVEM PAN na emissora que hoje é a Musical e a JP AM na São Mateus AM (hoje FM por causa da migração).

Passei seis meses montando as rádios estruturando programação e treinando equipe, além de supervisionar montagem de estúdios. No final deu tudo certo e voltei para Vitoria. Antes disso o registro: Em São Mateus encontrei uma das melhores equipes de radio que conheci ate hoje, gente capaz, gente boa, humilde mas de enorme eficiência e conhecedora do oficio. Sempre elogiei esse pessoal.

Sobre essa fase quase não tinha contato com o senhor Rui Baromeu, pois além de prefeito, se candidatava a deputado estadual, ou seja, estava sempre em correria. Mesmo assim inauguramos as emissoras. Como o contrato era de montar as rádios, voltei para Vitoria sem perspectiva de novo trabalho.

Mas em São Mateus foi um período muito feliz no profissionalismo e gostei também da cidade, apesar do bairrismo de um cachoeirense

 
FASE TV ASSEMBLÉIA

Pode se falar o que quiser de Jose Carlos Gratz, mas se a ALES tem uma estação de TV deve-se a ele. Foi na sua presidência que a TV Assembleia foi inaugurada. Lembro que ele queria inaugurar a televisão juntamente com o prédio da Av Américo Buaiz. Para isso chamou Giovani Rodigheri para planeja-la e montá-la.

Geovani a montou a toque de caixa e chamou alguns profissionais, como camaramens da Gazeta, repórteres ja experientes. Eu fiquei nas apresentações e entrevistas. Foi um período curto, porem enriquecedor. Lembro que fiz entrevistas com Sueli Vidigal, Gilsinho Lopez, Jose Tasso Andrade, Hercules Silveira, extraindo de cada um deles o máximo de personagem politico mas também de pessoas comuns no dia a dia fora da politica

Posteriormente, juntamente com João Martins, fizemos um documentário, um trabalho de pesquisa e história, que ficou marcado nos anais daquela Assembleia. Espero que todos os programas tenham sido devidamente arquivados, pois são historias importantes do Espírito Santo.

 
TV – PROGRAMA ITALIANO (SOLO)

Mais ou menos nesse período surgiu a oportunidade de fazer um programa italiano na TV. A  TV era a GTV da Gazeta, que na época, terceirizava horários.

Eu e Giovane Castagna, professor italiano, resolvemos terceirizar 60 minutos uma vez por semana e fizemos um programa por um bom tempo. O nome do programa era L’Italia Vive. Tinha noticias, clipes musicais, aula com Castagna, além de entrevistar descendentes de sucesso.

O programa tinha como produtora a InPacto de Ana Maria Nogueira. Eram muitos gastos e não conseguimos patrocínio suficiente a cobrir os custos. É sempre assim. Acabou com oito meses no ar. Valeu como experiência. A ideia era boa.

 
A FASE RADIO VITÓRIA – O RETORNO!

Quem entrou em contato dessa vez foi Fernando Machado da TV Vitoria. Eles tinha arrendado a radio Vitoria AM para a igreja evangélica. E com essa igreja passou alguns anos.

Quando uma emissora de radio é arrendada pelo tempo que for, fica difícil colocar uma programação comercial nova quando ela é retomada pelo dono. Assim estava sendo com a Radio Vitoria.

Fui convidado pelo Fernando e pelo Mequinho a “endireitar” a Radio AM a colocando competitiva novamente. Sei que isso leva tempo, eles nunca sabem disso. Mas topei, pois nada é mistério no radio para mim. De quebra, tive uma reunião séria com Marcus Buaiz, que ainda estava em Vitoria.

Fui trabalhar no Moinho no centro da cidade. Para variar estavam adquirindo alguns equipamentos erradamente. Tive de intervir. O bom dos Buaiz é que eles são bem profissionais, respeitam e dão valor a quem também o é.

A radio Vitoria continuava no ar somente com musica, sem programação, sem locução. As musicas rodavam em um aparelho que encheu meus olhos, o “instant replay”,  um aparelho especializado em vinhetas e aberturas, mas que tem a capacidade de sustentar uma programação por dias. Não conhecia, não tinha conhecimento.

Consegui montar uma equipe modesta. Composta de  Luís Claudio Silva, Giovani Cesar, LilianJane, Toninho Portes, Wendell Fialho. Passado o período de contrato (seis meses) tive que sair. Deixei tudo em ordem, deixei tudo como combinado em contrato. Depois não sei o que aconteceu com esta programação. Hoje em dia ela retransmite a Jovem Pan AM.

 CAPÍTULO DEZESSETE

 
FASE RADIO AMÉRICA (ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA)

La pelos lados de 2004 Jairo Maia já queria sair da Gazeta. Entre os motivos, seu faturamento ficando baixo e não renovação de contrato. O pessoal da Cúria Diocesana, detentora das Rádios América AM e FM (na época só com a AM, já que a FM ainda estava arrendada para UVV de Jose Luís Dantas). O conselho da Cúria Diocesana procurou por Jairo

Jairo Maia teve umas duas reuniões com o presidente do Conselho da Fundação que cuidava da comunicação na Cúria. Em todas reuniões ele me chamava e dizia que, caso fosse tudo resolvido, eu iria junto.

Acabou que Jairo Maia não foi e eu fui. Ele dizia para os representantes que eu poderia ir primeiro “para ir acertando a sua chegada”. Na verdade Jairo tinha receio de sair da Gazeta, onde ainda estava. Sabia que dali saindo, nada seria como antes, como realmente aconteceu.

Na Radio América cheguei e fui logo mexendo na sua programação, com o cuidado extremo de seguir os parâmetros católicos da radio. Troquei toda a plástica da emissora. Modernizando suas aberturas, vinhetas e programas. Uma pessoa foi fundamental nessa empreitada, o companheiro Rogerio Lima. La tinha também duas peças humanas extraordinarias, Rodrigo Moutinho, Vania Lorenzetto. Warllen Silva, Wander Idelfonso, Elaine Butter e Magno Lovatti eram os demais. Uma outra pessoa me ajudou muito, o técnico Marcos Som

Uma vez vi um anuncio no quadro de avisos da emissora sobre o tal Microfone de Ouro da CNBB. Li o regulamento, peguei um programa que fazia na Radio ES e que estava nos meus arquivos, dei uma atualizada e enviei. Resultado: Primeiro lugar na categoria Microfone de Prata. Era Microfone de Ouro e de Prata. Foi o único premio de radio que ganhei em toda minha vida, mas foi um premio nacional.

Existiam alguns padres que utilizavam a programação, além do Bispo Emérito, Dom Scandian e o bispo titular. Entre os padres, havia um velhinho, gente boa, e um dia, na minha sala falei para ele que Deus era bom comigo, pois estava me dando a oportunidade de retribuir tudo o que sabia da profissão, ali, na Radio América. Mas ele ficou impassível com essa minha declaração. Começava ali minha descrença nos padres e na atual missão da Igreja Católica.

Mas, passados alguns meses, talvez ate por não ter colocado a emissora em situação de concorrência comercial, o que normalmente leva de um a dois anos e muitos não entendem isso, fui convidado a sair da emissora. Engraçado que quem me demitiu foi um gerente do Banestes, um sujeito arrogante, que fazia parte do Conselho da Cúria que cuidava da radio. Não foi quem me contratou. Achei um acinte, um individuo sem o mínimo de jeito para tal. Muito deselegante.

No meu lugar entrou um colombiano ou boliviano, um desses das “lutas latino-americanas da igreja”, daqueles que não entendem nada de radio e que fez vir por terra a programação que deixei, a equipe que montei.

Mas queria fazer um desagravo. Enquanto uma ex freira estiver rondando a cúpula da igreja aqui no Estado, o setor de comunicação da mesma não irá para frente. E ela resiste.

 
CASTELO – CULTURA FM

Conhecedor de radio boa, sempre admirei o trabalho do empresário Cesar Nemer na sua radio Cultura FM de Castelo no sul do estado. Uma radio potente, muito bem estruturada administrativa e tecnicamente.

Qual foi uma surpresa boa quando recebi um convite do Cesar Nemer para fazer um boletim diário em sua programação, principalmente com as noticias da capital. Isso muito me honrou e por isso sou grato a essa lembrança e o reconhecimento ao meu trabalho no radio. Obrigado, Cesar!

CAPÍTULO DEZOITO

 
FASE REDE SIM

Se a bem da verdade eu já estava atendendo Rui Baromeu no seu novo projeto, a Rede Sim. Acertei com ele ficar na América e dedicar umas horas por dia na montagem da rede. Portanto quando sai da América pude dedicar tempo integral no esquema da Rede Sim – Sistema Integrado Multimídia.

O Rui ja me havia dito, desde São Mateus, que seu objetivo era uma rede de radio e TV no estado, partindo da capital com o conteúdo e que breve seria uma via de ida e volta, isto é, o interior recebia, o interior enviava conteúdo. Confesso que me interessei por esse projeto e nele fiquei. Vi crescer radio por radio, estado afora. Visitei muitas emissoras, falei, ensinei, aprendi, dialoguei, impus também.

Rui Baromeu passou a ter confiança no meu estilo de fazer radio. Ele sempre foi um visionário no setor, embora sempre tivesse outros negócios para cuidar. Vi muitos profissionais (outros nem tanto) entrar e sai da empresa. Vi muito diretor equivocado com a maneira de dirigir a SIM. Passei a conhecer melhor Rui Baromeu e seu estilo de administrar, um estilo muito próprio, muito dele.

ANTES

Na verdade fui convidado por Rui Baromeu montar as rádios Jovem AM e FM em São Mateus. Ele havia acertado isso com Tutinha. Com uma ajuda de Flavia Mignoni, que o conhecia bem, fui apresentado e logo convidado para ir para Sama (como os nativos a chamam).

Foi também uma fase de puro aprendizado. A equipe de radio e TV de São Mateus dão show de profissionalismo. Mas a implantação teve para mim momentos difíceis, que eram logo esquecidos quando Jota Barbosa falava: “...‘no final dá tudo certo”!

Conseguimos montar e colocar no ar as duas emissoras, mas um dos grandes feitos alcançados por mim foi ter colocado no ar uma das melhores locutoras do estado (hoje também dirigente) Sueli Oliveira.

A equipe de esportes da Musical FM dá show e digo que compete de igual para igual com qualquer do Brasil. Muito profissional e trabalha sem falhas. Todos sob o comando do dedicado Ronaldinho Rangel.

 
JORNAL DA REDE

Antes do Jornal da Rede, cheguei a fazer um programa diário de 60 minutos no horário de 13 horas, logo após o Jornal da Rede, que era de 12hrs ás 13hrs. Este programa era de variedade informativa e musicas traduzidas. O ponto forte eram os gols dos domingos, transmitidos pela então parceira RadioTupi.

O Jornal da Rede começou com 60 minutos para todas as emissoras da Rede, que nesta época eram 18 emissoras. Quem chegou a faze-lo no inicio foi Aylor Barbosa, Paulo Duarte, Izabel Mendonça e Bachetti.

Quando assumi, passamos para 30 minutos. Hoje, por força dos interesses comerciais cada cidade, estipulamos o seguinte critério para exibição do Jornal da Rede. Ele é passado para as emissoras via FTP, sendo que é reproduzido entre 07 e 09hrs. Muitas o reproduz as 7 hs e outras dentro deste horário 07 as 09.

Há dois anos passou a ter 15 minutos de duração e é reproduzido por 34 emissoras próprias da Rede Sim.

As autoridades máximas do Estado sempre utilizaram o Jornal da Rede para entrevistas esclarecedoras a favor da população do estado. Certa vez fui chamado á Palácio pelo Governador Casagrande, onde na entrevista ele falava do socorro do estado para as vitimas das enchentes daquele ano.

O atual governador Paulo Hartung também utiliza o Jornal da Rede para fazer balanços e informações importantes á população do interior através de bate papos.

CAPÍTULO DEZENOVE

 AINDA FASE REDE SIM

TV SIM

A Redesim nasceu aqui em Vitoria na Praia do Canto, precisamente no Mall Day by Day. Ali tinha uma radio AM a TV e a Revista Sim, primeiramente cuidada e editada pela jornalista Luciene Costa.

A TV Sim reproduzia o Canal Brasil de São Paulo. Por 60 minutos diários, essa programação era interrompida pelo programa Debate e Rebate, criado pelo Rui Baromeu e apresentado por mim.

Este programa era composto de entrevistas com personalidades em geral, tendendo para a classe politica. Quando não apresentada entrevista, era de noticias e clipes musicais. Ficamos no ar por dois anos ate a entrada da Record News e a mudança para o edifício da Av. Vitoria.

 
SURPRESAS

Uma de minhas grandes surpresas, transformadas em prazer, foi voltar a trabalhar na Rede Sim com os companheiros de outros veiculos, de outras épocas.

Hino Salvador (de boa memória), Jose Carlos Bachetti, Aylor Barbosa, Olegario Gonçalves, Paulo Duarte, Edu Henning, Monica Camilo, Juninho Megahertz, Carlos Tourinho, Jose Sardinha, mais recentemente Jorge Buery (na equipe esportiva de Fernando Zambom, desfeita posteriormente.

Na época do Day By Day, entre outros, dois nomes se destacaram pelos seus trabalhos, Gustavo Vaccari, hoje excelente produtor na TV Record em São Paulo e Juninho Vitor pelo seu vastíssimo conhecimento de radio e seus componentes.

O Jefferson Farias veio a ser uma figura de extrema confiança de nossa parte, porém nunca tivemos a oportunidade de trabalharmos na mesma empresa. Ela aparecia sempre com “free-lance”. Mas um dia, quem sabe.....?

 
ESTAGIÁRIOS

Conheci estagiários, sempre no radiojornalismo e que se destacaram depois, Fernando Carreiro e George Bitti, por exemplo. O primeiro em uma fase na Radio América. E o segundo na Tropical FM

Mas foi na Rede Sim que comecei a lidar com estagiários com frequência. No Jornal da Rede passaram alguns. Uns bons, que se destacaram e outros que eram esforçados. Mas todos treinei e os coloquei no ar através deste jornal. Um dos destaques foi um certo talento de nome complicado: Reuber Diirr

 
MONICA E PACO

Eu e Monica Camilo voltamos a trabalhar juntos, desta feita, na Rede Sim. Ela como destaque da Sim FM e eu cuidando da rádio AM. Nesse reencontro tive a satisfação de conhecer uma das melhores peças humanas. Seu nome: Paco DJ. Além de boa alma, Paco é um dos poucos que entendem de musica. Faz frente a Luís Claudio Casado, também profundo conhecedor. Hoje Monica e Paco atuam juntos na Cidade FM do inoxidável Jose Luis Dantas (Zé Play)

 
POLÍTICA (a utilidade enquanto rede)

Quando deputados estaduais, o prefeito de Vitoria Luciano Rezende e o ex de Vila Velha Rodney Miranda, faziam semanalmente comigo, um programa de perguntas e respostas na Radio Sim. Depois saíram candidatos a prefeitos e ganharam as eleições

O senador Ricardo Ferraço também fazia programa uma vez por semana dentro do Jornal da Rede onde podia interagir com seus inúmeros eleitores espalhados pelo Estado. A gente fazia um resumo de sua atuação semanal no senado federal. 

CAPÍTULO VINTE

 
MOMENTOS QUE VALEM A PENA LEMBRAR

Quando o saudoso Antario Filho nos procurou para ajudar a montar sua radio, nos levou onde seria montada a emissora. Na parte de baixo de uma das escolas da Faesa, mostrou as divisões de estúdios, salas e lá no canto alguns equipamentos. Não se poderia fazer uma boa radio com aqueles equipamentos e Antario então tratou de trocá-los no dia seguinte. Tinha também um carpinteiro chamado Tobias ajudando. Era por amizade, já que eram conhecidos pela prática do teatro. Mas Tobias deu conta do recado. Nasceu uma radio que ficou líder por doze anos seguidos, lutando sozinha contra impérios de comunicação e ganhando. Foi a marca da força de vontade.

 

Eu e o hoje deputado federal Amaro Neto trabalhamos juntos na Radio ES. Amaro pertencia a equipe de esportes e era narrador. Um dia o coloquei para fazer o Ronda Policial. Ele tomou gosto e serviu de base para fazer o programa de TV que o tornou famoso. Quando saí da Radio ES, ele sempre ligava para dar dicas para a coluna sobre radio e radialistas que mantenho no SeculoDiario. Depois que se tornou deputado estadual e passou a trabalhar na TV Vitória aconteceu um distanciamento natural.

 

Outra experiência foi uma teimosia que saiu vitoriosa. A Tribuna Fm comprou uns transmissores nacionais da marca Telavo para operacionalizar suas transmissões. Na fase de testes, o link, que liga o estúdio ao transmissor, não emitia sinal de estéreo de jeito nenhum. Mas só uma pessoa notava isso e teimava com o técnico que veio instalar. Não estava em estéreo. A galera da radio, já composta, gostava de ouvir um disco por causa da sua perfeita divisão de estéreo nas caixas. Era um bolachão de vinil da CBS, hoje Sony, com o cantor negro Lou Rawls e a musica chamava Lovers Holliday. Pois então se colocou este disco para o técnico ouvir e foi ai que ele concordou que não havia estéreo. Consequência, a fabrica teve de trocar o link á poucos dias da inauguração da radio. Fomos salvos por Lou Rawls.

 

Outro caso foi um desses montadores de torres de transmissão - algumas com até cento e oitenta metros - que estava montando a da Tribuna FM na Fonte Grande e ouviu do vizinho concorrente uns gracejos arrogantes por estar tudo atrasado. Calmamente ele foi procurar os repensáveis pela radio Tribuna e disse:  “Se depender de mim nos vamos colocar a radio no dia certo”. E assim ele e seus dois amigos fizeram tudo rapidamente , a ponto de um ter caído da torre e visto, da cama do hospital, a radio entrar no ar no dia marcado. Foi heroísmo. Acontece muito em montagens de emissoras de radio e a gente vê, aprende e dá valor.

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018


 CAPÍTULO VINTE UM


ATIVIDADES AOS 70 ANOS

SITES

Além de atuar na Radio Sim, de fazer o Jornal da Rede diariámente, ainda mantemos uma coluna de artigos semanal no site Seculo Diario (de Rogerio Medeiros), atualizamos dois sites na Internet, uma chamado CARAMENTE, de postagens realizadas no facebook.com/jrmignone; e outro onde postamos as principais crônicas feitas para o SeculoDiário.

YOUTUBE

Possuímos ativo uma pagina no Youtube por mais de 10 anos, postando musicas traduzidas por nós, sendo que uma delas passa de mais de um milhão de visualizações (James Blunt – Same Mistake)

TELEVISAO

Recentemente voltamos a fazer nosso programa de comentários na televisão, sendo reproduzidos pelos emissoras de TV da Rede Sim em todo interior do Estado.

RECONHECIMENTO

Ao empresário Rui Baromeu, um visionário na área de comunicação. Sempre deu valor a quem merece e graças a esse detalhe, continuamos ativos na área de comunicação, prontos para continuar trabalhando e passar para o quinquagésimo primeiro ano de atividades profissionais.

MEMÓRIA

Para escrever este livro ativamos nossa memória. Para tal recorremos a Carteira de Trabalho para que pudéssemos listar as empresas que trabalhamos e dai ir enumerando fatos importantes vividos em cada uma delas. Lógico que esquecemos algo que poderia ser importante ou não, mas que não tira o intuito de revivermos nossas lembranças profissionais nestas páginas.

Queria também pedir desculpas por nomes esquecidos, ja que a mente humana é falha.

MENSAGEM FINAL

“Até onde pude, fui deixando o melhor de mim. Se alguém não sentiu é porque não me viu com profissionalismo”